No dia 17 de Abril, sexta-feira, das 10h às 12h, o Movimento Baía Viva, o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social – NIDES/UFRJ e a Petrobras, receberão convidados para conhecerem o Centro de Formação em Economia do Mar, proposta inscrita pelo Baía Viva no edital Petrobras Socioambiental, no segundo semestre de 2024. Foram aprovados 34 projetos socioambientais selecionados no edital Petrobras Socioambiental.

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Na abertura estão confirmadas as presenças do Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  dr Roberto Andrade Medronho, da Vice-reitora da UFRJ, profa Cássia Curan Turci, do sr José Maria Rangel, Gerente Executivo Responsabilidade Social Petrobras, do prof Felipe Addor, responsável pelo Nides/UFRJ e do ecologista Sérgio Ricardo Lima, co-fundador do Movimento Baía Viva, para a apresentação das ações do Centro de Formação em Economia do Mar.

Em dezembro de 2025, no Teatro FIRJAN de Duque de Caxias, foi promovida a assinatura simbólica dos projetos selecionados. A proposta coordenada pelo Movimento Baía Viva, organização socioambiental, cultural e pluriétnica fundada em 1984, contou com o apoio institucional de 49 instituições entre órgãos públicos, universidades e organizações comunitárias e de comunidades tradicionais.

Sobre o Centro de Formação em Economia do Mar (Baía de Guanabara)

O Centro de Formação em Economia do Mar (Baía de Guanabara), localizado no Hangar Náutico da UFRJ, na Ilha do Fundão (RJ), funcionará como um espaço público destinado à capacitação prioritariamente de pessoas oriundas de grupos sociais em situação de vulnerabilidades socioeconômicas e socioambientais e de comunidades tradicionais (pescadores, povos indígenas e quilombos) nas áreas da Economia Solidária, Economia do Mar e da Sustentabilidade.

O projeto prevê obras durante o 1º semestre de 2026 do imóvel do Hangar Náutico e no período entre 2026-2028 serão oferecidos gratuitamente um conjunto de cursos e oficinas de Extensão e de formação nas áreas de inovação social e tecnológica com o uso de metodologias de aprendizagem adequadas à realidade social dos moradores das cidades de Itaboraí, Magé, Guapimirim, São Gonçalo, Duque de Caxias, Cachoeiras de Macacu e Maricá.

Entre os cursos e oficinas previstos nos próximos três anos está o de Aprendiz da Carpintaria Naval Artesanal, ministrado por professores-pesquisadores da UFRJ e por artesãos mestres na arte de carpintaria e marcenaria naval, destinados às comunidades pesqueiras da Baía de Guanabara. O objetivo é promover a formação de pescadores e pescadoras artesanais para que possam reaprender a construir e reformar embarcações de pesca, ofício tradicional na pesca artesanal que atualmente é de conhecimento de apenas poucos mestres carpinteiros.

Também estão previstas as seguintes oficinas: Agroecologia e Sistemas Agroalimentares (Meliponicultura, Viveiristas, Quintais Produtivos) para fortalecer a segurança alimentar e geração de renda junto às comunidades tradicionais e agricultores familiares de base agroecológica; Turismo de Base Comunitária (TBC) voltado para pescadores e pescadoras, artesãos e empreendedores do entorno da Área de Proteção Ambiental (APA) Federal de Guapimirim e da Estação Ecológica da Guanabara (ESEC Guanabara); Empreendedorismo Solidário Sustentável (Economia Solidária); Extensão Pesqueira e Inclusão Socioprodutiva (Boas Práticas e Beneficiamento Artesanal do Pescado); Tecnologias Sociais para Mulheres Pescadoras; Ensino Profissional Marítimo (EPM) ministrado por instrutores da Capitania dos Poros (Marinha do Brasil); Mecânica de Motor de Barco e de Operador de Drones. Todas as informações sobre os cursos e oficinas estão no site CFEcoMarBG (https://cfecomarbg.org.br/ ) e nas suas redes sociais.

A estruturação do Centro de Formação em Economia do Mar e a realização das formações tem por objetivo primordial fortalecer iniciativas que contribuam para melhorar as condições de vida e a renda familiar das comunidades de sete municípios da Região Metropolitana-RJ e com isso fomentar a criação de um Arranjo Produtivo Local Sustentável (APLS) na Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara.

Estaleiro Escola com Apelt foi o marco inicial

Em 2023, uma parceria entre o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social – NIDES/UFRJ, Movimento Baía Viva e a Associação de Pescadores de Tubiacanga (Apelt), com recursos de medidas compensatórias destinadas pelo Ministério Público Federal (MPF-RJ) sob a gestão operacional do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), possibilitou a implantação do Estaleiro Escola no Hangar Náutico da Ilha do Fundão, onde foram formadas 2 turmas de Aprendizes da Carpintaria Naval Artesanal beneficiando 60 pescadores e pescadoras artesanais de município do entorno da Baía de Guanabara que construíram 3 embarcações de pesca.

Com a parceria do Programa Petrobras Socioambiental, amplia-se a ação formativa baseada numa ecologia de saberes com a troca dialógica entre o conhecimento técnico-científico oriundo da academia (saber acadêmico-científico), com a perspectiva da valorização dos conhecimentos e saberes tradicionais das comunidades pesqueiras e rurais das cidades de Itaboraí, Magé, Guapimirim, São Gonçalo, Duque de Caxias, Cachoeiras de Macacu e Maricá, integrantes da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara.