A Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro acordou um dia desses quentes e chuvosos com milhares de peixes mortos cobrindo a areia e as águas. O episódio gerou uma onda de revolta nas redes sociais, onde vídeos e fotos de cardumes sem vida viralizaram.

A Revolta Digital e a Suspeita Sobre a Indústria da Pesca

A principal linha de indignação que tomou a internet aponta para a atuação de traineiras de pesca industrial. Internautas e frequentadores da praia relataram a presença dessas embarcações em busca de lulas, sugerindo que o descarte de espécies sem valor comercial — o chamado “bycatch” — teria sido feito de forma irregular e criminosa em alto-mar, sendo levado pelas correntes até a orla. Para o Movimento Baía Viva, essa prática é um crime ambiental recorrente que exige fiscalização e punição exemplar para as empresas pesqueiras que ignoram a biodiversidade marinha.

Poluição e Descarte: Outras Hipóteses no Radar dos Especialistas

Embora a ação das traineiras seja a principal suspeita popular, o movimento e biólogos locais alertam que o problema pode ser mais profundo. Outra possibilidade investigada é o descarte irregular de poluentes químicos ou o transbordamento de esgoto, que reduz drasticamente o oxigênio na água, causando a morte por asfixia.

FOTO – G1 MONTAGEM