Por Thereza Dantas – Ato em defesa das 55 árvores condenadas à morte pelo atual prefeito Eduardo Paes, contou com a participação de moradores, políticos, ambientalistas e ativistas do Meio Ambiente no sábado, 24 de Janeiro, na praça Malvino Reis, no Grajaú. Integrantes do Movimento Baía Viva participaram da manifestação convocada pela AmaGraja, Muda Grajaú e pela Frente Ampla de Luta pela Arborização Urbana.

No final do ano de 2025, o prefeito Eduardo Paes destombou a Associação Atlética da Light, para que o grupo Cyrela construa ali um conjunto de prédios com 380 apartamentos. Para isso, autorizou o abate de 55 árvores antigas, entre elas 20 oitis, para iniciar o empreendimento. Segundo moradores, o empreendimento também pode agravar problemas no bairro de fluxo de automóveis, de esgoto, de água por falta de estudo de impacto ambiental.

A Associação Atlética da Light era um espaço coletivo de 93 anos de existência, um espaço de lazer de dezenas de famílias, onde se jogava futebol e para realização de festas. Vale lembrar e repetir que espaços coletivos são importantes para os moradores de qualquer cidade. Que as árvores são essenciais para a vida na Terra, produzindo oxigênio, absorvendo CO2, atuando como pulmões verdes que melhoram a qualidade do ar, fornecendo sombra, abrigando fauna e aumentando a umidade do ar. Na cidade do Rio de Janeiro, segundo a própria Prefeitura, há um deficit de 860 mil árvores. O IBGE apontou que cerca de 37% das ruas na Região Metropolitana do Rio não possuem nenhuma árvore.

Após diversas falas na praça Malvino Reis, os manifestantes seguiram para a frente do stand de vendas da Cyrela na rua José do Patrocínio, onde os ativistas denunciaram o atual prefeito Eduardo Paes como ecocida e que a luta pelo embargo da obra continuará. O ato foi encerrado na praça Edmundo Rego, no centro do Grajaú.

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Fotos do acervo dos voluntários do Baía Viva.