O Movimento Baía Viva tem um abaixo-assinado contra podas assassinas das empresas e autoridades públicas que já chega a 11 mil assinaturas por 3 anos. É o tempo da experiência que confirma a necessidade: hoje tem vários grupos protestando à medida que vai se conhecendo melhor a situação. Por isso é tão importante a rede de coletivos que se propõe a mudar uma situação claramente grave.

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A gestão da arborização urbana no Rio está em intenso debate. Dados oficiais revelam que a Prefeitura autorizou a remoção de 38.430 árvores na cidade. O número, que saltou de 5,2 mil em 2021 para uma projeção de 13,4 mil em 2025, representa um aumento de 151% nas remoções e acendeu um alerta no Ministério Público do Estado (MPRJ), que notificou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima por explicações.

As zonas locais como Inhoaíba, Campo Grande, Barra da Tijuca, Guaratiba e Camorim lideram as perdas. A legislação prevê que, para cada árvore suprimida, o empreendedor responsável deve realizar o plantio compensatório de um número maior de mudas em outro local. No entanto, nada aconteceu.

Fiscalização e Compensação: A Promessa Não Cumprida

O Baía Viva sempre cobrou essas informações, denunciando as situações pontuais. Mas em resposta à pressão do MPRJ, a Prefeitura se comprometeu a criar uma nova plataforma de monitoramento permanente das compensações. Paralelamente, a Câmara de Vereadores analisa um projeto de lei para tornar obrigatória a divulgação desses dados, questionando, por exemplo, se o replantio ocorre no mesmo bairro da supressão, conforme determina a lei.

A própria Prefeitura destaca um dado alarmante: o déficit de plantio na cidade chega a 860 mil árvores.

Diálogo como Caminho para Políticas Públicas

Diante desse cenário, a SEAERJ  – Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro-   promove o debate “Corte de Árvores no Rio de Janeiro: critérios e responsabilidades”, reunindo representantes do poder público, do Ministério Público, especialistas, acadêmicos, ativistas e profissionais com atuação reconhecida na área ambiental e urbana. O encontro acontece no dia 28 de janeiro (quarta-feira), das 17h30 às 19h30, na sede da SEAERJ, na Glória, e é aberto aos associados e à população. O objetivo é qualificar o debate, ampliar o diálogo com a sociedade e contribuir para a construção de políticas públicas mais transparentes, técnicas e sustentáveis para o Rio.

A mediação será conduzida por Celso Junius, diretor técnico da SEAERJ, voluntário do Baía Viva, e ex-diretor de Arborização da Fundação Parques e Jardins.