Na segunda feira na sede do IBAMA-RJ acontece uma reunião do CBH-BG sobre o GT Chorume criado em 2019 por proposição do Movimento Baía Viva. O Ministério Público Estadual-RJ estará presente nesta reunião.
É tanto chorume não tratado que nos últimos anos o Instituto Estadual do Ambiente (INEA-RJ) vem autorizando o transporte de grande volume de chorume do aterro sanitário de Seropédica (CTR Santa Rosa) para mera diluição (mistura) com esgotos sanitários na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) da Alegria, no bairro do Cajú, Rio de Janeiro, o que vem aumentando a poluição no Canal do Cunha e nas praias de Ramos, Cajú, e nas ilha do Fundão e do Governador.
” A Crise do Chorume Não Tratado no estado do RJ teve sua origem a partir de 2020 quando na véspera da conferência internacional Rio+20, o governo do estado através de uma campanha midiática milionária marcada por intensa propaganda, por meio de sua Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) decidiram declarar “desativados” dezenas de lixões em vários municípios fluminenses e, simultaneamente, passaram a licenciar sem os devidos critérios técnicos novos grandes aterros sanitários (CTRs). Na ocasião, no entanto, a SEAS/INEA não exigiram das prefeituras e das empresas concessionárias privadas a implantação das obrigatórias Estações de Tratamento de Chorume (ETC) que são previstas na legislação ambiental”, diz a nota oficial do Baía Viva.
Sem o prévio tratamento do chorume se intensificou a contaminação dos corpos hídricos, manguezais e da Baía de Guanabara por chorume altamente poluente e tóxico. Além do aumento dos casos de adoecimento dos pescadores/as artesanais e caranguejeiros e caranguejeiras que diariamente tentam garantir o sustento e alimentação de suas famílias e estão expostos a ambientes com altos índices de poluição. Nas comunidades pesqueiras da Baía de Guanabara há muitos relatos de óbitos de pescadores e pescadoras por câncer provavelmente devido à exposição prolongada, por décadas, a diversos poluentes (óleo, contaminantes industriais, chorume, lixo).
Testemunho diário de quem convive com o chorume no Rio Sarapuí.
” Infelizmente o que está acontecendo não é de fechar os olhos diante desse crime ambiental em Jardim Gramacho em Duque de Caxias. Eu peço às autoridades públicas que tomem providências urgentemente por causa do chorume que ainda está sendo derramado pelas empresas que atuam no aterro metropolitano ou no passivo do aterro de Jardim Gramacho prejudicando os pescadores, o mangue e os rios que saem na Baía ” declarou o pescador e presidente da Colônia de Pesca de Duque de Caxias, Gilciney Lopes.






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