No dia 12/01/2026, a Aldeia Guarani Mbyá de Mata Verde recebeu a visita técnica da equipe do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), do qual participaram o diretor da Dirbape, Cleber Ferreira, gestores da Área de Proteção Ambiental Estadual de Maricá e Guarda Parques, membros do Movimento Baía Viva e da Brigada Florestal Comunitária Tembiguai e lideranças indígenas.
A visita do INEA ocorreu num clima de consternação do povo Guarani pelo óbito da Pajé Lídia Nunes Para Poty, de 99 anos, que fez a sua passagem para os braços do Nhanderú no dia 10/01/2026.
A Comissão de Lideranças da Aldeia Mata Verde Bonita fez um relato da longa trajetória da retomada desta terra de ocupação tradicional pelos indígenas, que foi iniciada em 19/04/2013 e, infelizmente, passado quase 13 anos, até hoje essa terra Indígena ainda não foi demarcada e homologada pelo poder público.
Uma agenda definida para melhorias da Aldeia
As lideranças Indígenas, ecologistas e brigadistas também apresentaram um conjunto de reivindicações ao órgão ambiental estadual (INEA/SEAS):
Criação de um GT para demarcação da Aldeia Mata Verde Bonita com participação de órgãos federais, estaduais e da prefeitura;
Doação de Equipamentos de Proteção Individual, ferramentas e equipamentos para atuação com segurança da Brigada Tembiguai em ações de prevenção aos constantes focos de incêndios florestais que vem destruindo a biodiversidade da restinga da APA Maricá;
Contratação dos 31 Brigadistas formados em abril de 2025 pelo Programa PrevFogo (IBAMA) para atuar no combate aos incêndios;
Autorização ambiental para abertura de poços artesianos na Aldeia para garantir o abastecimento de água potável, com fortalecimento da agricultura indígena e a criação de pescado em tanques (piscicultura);
Realização de mutirões com participação da Prefeitura de Maricá para retirada do grande volume de lixo (pneus velhos, garrafas de vidro e embalagens plásticas, entulho de obras) espalhadas em diversos pontos da restinga;
Sinalização ecológica da APA Maricá;
Ações de educação socioambiental em escolas e comunidades locais;
Autorização do INEA para instalação do Viveiro da Mata Atlântica destinado à produção de mudas de espécies nativas e agroflorestais para restauração ecológica de 50 hectares no município de Maricá, entre outras demandas da comunidade.
FOTOS: Acervo do Movimento Baía Viva
















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