Um novo vazamento de óleo atingiu ontem e hoje, dias 5 e 6 de maio, o Rio Sarapuí, que desagua na Baía de Guanabara. O novo vazamento ocorreu perto da Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, e atingiu o Sarapuí na altura do território pesqueiro tradicional de caranguejeiros e pescadores.
As imagens foram feitas pelo presidente da Colônia de Pesca de Duque de Caxias, Gilciney Lopes, que há anos monitora com o uso de seu celular a contaminação dos manguezais e rios daquele trecho da Baía.
Baía Viva propôs à ALERJ a criação da CPI do Chorume e Estudos Epidemiológicos de Saúde das comunidades pesqueiras.
Nesta segunda feira, dia 04/06/2026, durante a Audiência Pública na ALERJ sobre a Crise do Chorume no Estado do Rio de Janeiro, o ecologista Sérgio Ricardo Potiguara, coordenador do Movimento Baía Viva, alertou as autoridades públicas presentes que “grande número de famílias de pescadores/as artesanais da Baía de Guanabara tem sofrido, nas últimas décadas, um forte empobrecimento econômico, insegurança alimentar e adoecimento por causa da contaminação da Baía de Guanabara por óleo e outras substâncias tóxicas, esgotos sanitários, chorume dos lixões e milhares de toneladas de lixo em especial embalagens plásticas. Os pescadores relatam o aumento do número de óbitos de trabalhadores da pesca por câncer o que pode estar diretamente relacionada à intensa poluição ambiental já que trabalham diariamente em ambientes altamente degradados e poluídos.”
O Baía Viva propôs nesta Audiência Pública da ALERJ a criação da CPI do Chorume Não Tratado e a realização de Estudos Epidemiológicos de Saúde das comunidades pesqueiras a serem realizados por instituições científicas como a FIOCRUZ, UFRJ, UNIRIO e UERJ que tem reconhecida capacidade técnica e experiência no campo da saúde coletiva e da saúde ambiental.





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