A celebração da cultura e da gastronomia tradicional indígena ganha destaque no próximo dia 23 de maio de 2026, com a realização do Festival do Palmito Guarani na Aldeia Sapukai. O evento, que acontece das 10h às 14h em um sábado, oferece uma imersão profunda nos costumes do povo Guarani.
A programação conta com uma roda de conversa conduzida pelo Cacique Karai Mirim, apresentação do Coral Guarani e uma oficina prática sobre a técnica tradicional de assar palmitos, seguida de degustação livre. Com entrada no valor de R$ 60,00, os interessados podem obter informações e realizar inscrições através do e-mail taniamarlima31@yahoo.com.br.
Aldeia receptiva aos turistas
Localizada no distrito de Bracuí, em Angra dos Reis, a Aldeia Sapukai é a maior comunidade indígena do estado do Rio de Janeiro. Situada em uma área montanhosa de Mata Atlântica a cerca de 6 km da BR-101, a aldeia abriga centenas de indígenas da etnia Guarani Mbyá. A história da comunidade nesta região é marcada pela espiritualidade e pela preservação do tekoá (o modo de ser guarani), mantendo vivas tradições ancestrais como a agricultura de subsistência, a produção de artesanato em cestaria e a forte ligação com o canto coral, que é uma forma de expressão religiosa e cultural fundamental para o grupo.
A realização de festivais como o do Palmito é vital para a sustentabilidade da aldeia, pois fortalece a economia local e promove o diálogo intercultural. Para os Guarani Mbyá, o palmito não é apenas um alimento, mas um recurso da floresta que exige conhecimento técnico e respeito aos ciclos da natureza para ser colhido e preparado. A oficina prometida no evento permite que o público externo compreenda a complexidade dessa culinária, que utiliza o calor das brasas para ressaltar o sabor natural do produto, sem a necessidade de conservantes industriais.
Vai ter música também, a presença do Coral Guarani e do Cacique Karai Mirim reforça o caráter educativo e político do encontro. As canções entoadas pelos jovens da aldeia narram a cosmologia guarani e a relação de harmonia com Nhanderu (Deus), enquanto as lideranças trazem reflexões sobre a resistência indígena e a proteção territorial. Você pode ouvir na nossa página de áudio.





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