Integrantes do Movimento Baía Viva estiveram presentes à manifestação #8M 2026 que aconteceu em Copacabana, no Rio de Janeiro. No Brasil as mulheres lideram a proteção ambiental, com forte engajamento em ONGs, fiscalização (Ibama) e movimentos comunitários, focando em sustentabilidade e combate a mudanças climáticas. Para a ONU, “as mulheres não devem ser consideradas apenas vítimas das mudanças climáticas, mas também agentes de mudança.”
Neste domingo (8), a orla de Copacabana foi palco de milhares de manifestantes do Posto 3 ao Posto 1, transformando a Avenida Atlântica em um mar de faixas e palavras de ordem. O protesto foi marcado por um forte tom de denúncia contra o feminicídio — intensificado após um recente caso de violência coletiva no bairro — e por reivindicações como o fim da escala de trabalho 6×1 e a ampliação de políticas públicas para mulheres.
O Dia Internacional da Mulher não nasceu de uma celebração gentil, mas de décadas de greves e lutas operárias no início do século XX. O marco mais simbólico ocorreu em 8 de março de 1917, quando tecelãs russas foram às ruas sob o lema “Pão e Paz” contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, evento que serviu de estopim para a Revolução Russa. Outro evento trágico associado à data foi o incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York (1911), onde 146 trabalhadores, a maioria mulheres, morreram presas em condições precárias.
A data foi oficialmente institucionalizada pela ONU em 1975. Hoje, o movimento evoluiu para pautas interseccionais que unem os direitos reprodutivos, a igualdade salarial e, cada vez mais, a justiça climática, reconhecendo que a proteção do planeta passa, obrigatoriamente, pelas mãos femininas.





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