Novos incêndios florestais em Maricá continuam surgindo todo verão, sem que o município crie sua Brigada Florestal de prevenção ao fogo. O novo incêndio florestal atingiu a mata da região da Morada das Águias, Itaipuaçu e Barroco, na semana da virada do ano.

Mesmo Maricá sendo o município recordista nacional no recebimento de royalties do petróleo, entre 2024-2025 a cidade foi a campeã estadual no número de focos de incêndios florestais que continuam a ocorrer no território agora impulsionados pelas ondas de calor.

A Brigada Florestal Comunitária Tembiguá formada em abril de 2025, na Aldeia Guarani de Mata Verde Bonita, que foi capacitada pelo programa PrevFogo do IBAMA, órgão do Ministério do Meio Ambiente e do Clima, até hoje não recebeu a doação dos órgãos públicos estaduais e municipais de Equipamentos de Proteção Individual, ferramentas, equipamentos de combate a incêndios, e também não foram contratados os 31 Brigadistas formados pelo governo federal, o que desde 2025 poderia estar evitando a proliferação de focos de fogo e promovendo ações de educação socioambiental junto às comunidades, agricultores e escolas.

Enquanto isso, a biodiversidade da restinga da Área de Proteção Ambiental Estadual de Maricá, as Unidades de Conservação Ambiental do município e as áreas agrícolas e rurais encontram-se extremamente vulneráveis aos focos de incêndios que tendem a se ampliar com a intensificação das mudanças climáticas.

“Exigimos providências imediatas por parte da Prefeitura Municipal de Maricá em especial de suas Secretarias de Defesa Civil e de Meio Ambiente, do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) órgão da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), da Secretaria Estadual de Defesa Civil (SEDEC-RJ) e do Corpo de Bombeiros para evitar a destruição da Mata Atlântica e para prevenir os problemas de saúde coletiva, prejuízos socioeconômicos e perda da biodiversidade” diz a nota do Baía Viva, que atua na região dando suporte à Aldeia Mata Verde Bonita (Tekoá Ka’aguy Hovy Porã).

” A omissa Câmara de Vereadores de Maricá também tem grande responsabilidade diante deste Crime Ambiental tipificado na Lei Federal no 9.605/1997 já que até hoje não criou a Brigada Florestal de Maricá e destinou recursos financeiros para a contratação de Brigadistas e de equipamentos de conbate aos incêndios no município” finaliza a nota.

 

Falta dágua é outro problema na cidade durante a Virada

Enquanto os fogos explodiam e a serra queimava, alguns  bairros de Maricá experimentaram a falta de água nos últimos dias. As reclamações vieram de Araçatiba, Cordeirinho, Ponta Negra, Barra de Maricá e Bambuí. Veja mais no instagram da LSM